Com oito faixas inéditas, projeto nasceu no coração do subúrbio carioca e ganhou força com “Obrigado Deus”, que já ultrapassa 7 milhões de plays no Spotify
Madureira tem uma relação histórica com o samba. Foi nesse território, conhecido por revelar e reunir grandes nomes do gênero, que o Pagode Restaura escolheu registrar seu novo álbum. Gravado ao vivo na CasaRua, no Rio de Janeiro, “Pagode do Restaura” chega ao público com oito faixas inéditas e uma proposta que aproxima a tradição do pagode de uma mensagem de fé.
O projeto começou a ser apresentado ainda em outubro de 2025, quando o grupo lançou “Obrigado Deus”. A faixa rapidamente encontrou espaço nas plataformas e nas redes sociais e hoje soma mais de 7 milhões de reproduções no Spotify e mais de 3 milhões de visualizações no YouTube.
Nas redes, a música também ganhou vida própria: já foi utilizada em mais de 50 mil vídeos entre Instagram e TikTok. A repercussão ainda levou “Obrigado Deus” para as mais pedidas da FM O Dia e fez com que artistas como Ferrugem compartilhassem a faixa.
Para Juliano Bittencourt, vocalista e compositor do Pagode Restaura, escolher o Rio para a gravação tinha um significado que ia além da localização.
“O Rio é o berço do samba e Madureira é um bairro que respira essa cultura, que revelou artistas como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Dudu Nobre. Levar uma mensagem de fé para esse lugar foi uma responsabilidade enorme, mas também uma honra.”
Entre o pagode e a mensagem de fé
Além de “Obrigado Deus”, o álbum reúne diferentes momentos dentro da proposta do grupo.
Entre eles está “Abaixo de Deus (Eu e Você)”, uma faixa romântica lançada em parceria inédita com a FM O Dia. Já “Moleque Abençoado” chegou ao público em maio, como um esquenta para a Copa do Mundo, com participação de L-TON.
Completam o repertório “Nunca Foi Sorte”, “Pagode Restaura”, “Contra a Maré”, “Tal Liberdade” e “Todos os Aplausos”.
Entre as novas faixas, “Contra a Maré” ganhou o posto de música de trabalho desta fase. O título resume uma das mensagens centrais do álbum: continuar seguindo em frente mesmo quando o caminho parece apontar para o lado contrário.
“Todo mundo, em algum momento, já precisou remar contra a maré”, explica Juliano.
A ideia também aparece em “Tal Liberdade”, que propõe uma reflexão sobre o que significa ser realmente livre, enquanto “Todos os Aplausos” encerra o álbum reforçando a dimensão religiosa que atravessa o trabalho.
“Depois de tudo o que a gente viveu, conquistou e cantou nesse álbum, fica claro que toda honra, toda glória e todo aplauso pertencem ao Senhor Jesus.”
Um pagode que quer conversar para além da igreja
Embora tenha a fé cristã como centro, o Pagode Restaura não pretende restringir sua música ao público religioso. Essa foi uma das preocupações de Juliano durante a construção do projeto.
“Desde o começo, eu não queria fazer um projeto que conversasse só com quem já é da igreja. Queria falar com o povo brasileiro”, afirma.
A estratégia parece encontrar respaldo justamente na repercussão das músicas. Além dos números nas plataformas, o grupo relata o crescimento nas redes sociais e o contato com pessoas que afirmam ter se identificado com as canções.
A produção musical e a engenharia do álbum são assinadas pela Mousik, responsável por trabalhos de nomes como Gloria Groove, Ludmilla, Belo, Xamã, Valesca e Lexa. Já os vídeos têm direção de Felipe Thomaz, que também acumula trabalhos com Elza Soares, Belo e Melim.
Agora, com “Pagode do Restaura” apresentado ao público, o grupo já prepara o próximo passo: um novo projeto ao vivo, desta vez com plateia, participações especiais e novidades.
Enquanto ele não chega, o Pagode Restaura segue levando seu repertório para diferentes cidades do país — mantendo Madureira como parte importante da história de um álbum que encontrou no coração do samba um lugar para falar sobre fé.
Ouça o álbum “Pagode do Restaura”, do Pagode Restaura, nas plataformas digitais:




